EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Concluída venda do Novo Banco. Estado e Fundo de Resolução recuperam dois mil milhões de euros

Concluída venda do Novo Banco. Estado e Fundo de Resolução recuperam dois mil milhões de euros

O Banco de Portugal e o Ministério das Finanças emitiram comunicados dando conta da conclusão do processo de venda do Novo Banco. O Estado português e Fundo de Resolução encaixam 1.673 milhões de euros com operação de venda.

RTP /
Foto: João Marques

Esta quarta-feira foi anunciado que o banco que veio “substituir” o Banco Espírito Santo apresentou um lucro de 200,7 milhões de euros no 1.º trimestre.

O encaixe da venda mais dividendos já pagos permitem ao Estado e Fundo de Resolução recuperar cerca de dois mil milhões de euros. 

O Estado Português congratula-se com a conclusão da operação de venda do novobanco ao segundo maior grupo bancário francês, o BPCE - Banque Populaire et Caisse d'Epargne, tendo ocorrido hoje a última fase do processo, relativa ao pagamento e à respetiva transferência das ações, revela o comunicado do Ministério das Finanças.

Com a venda, o Estado português recebe 1.673 milhões de euros, sendo 906 milhões de euros para o Fundo de Resolução e 766 milhões de euros para a Entidade do Tesouro e Finanças.
“Nos termos do acordado no Memorando de Entendimento, de junho de 2025, e no subsequente Acordo de Adesão ao contrato de venda do Novo Banco, em outubro de 2025, o preço final de aquisição, a 31 de dezembro de 2025,foi fixado em 6,5 mil milhões de euros, o que implica um rácio price-to-earnings de 7,85 com base no resultado líquido de 828 milhões de euros, de 2025”, lê-se no comunicado enviado às redações pelo Ministério das Finanças.

Com o aumento do capital próprio do Novo Banco, durante os primeiros quatro meses de 2026, o preço total de aquisição ascende a 6,7 mil milhões de euros, a 30 de abril de 2026.

Considerando que o Estado Português e o Fundo de Resolução (FdR) detêm 25% do capital do Novo Banco, tal operação implicará um encaixe financeiro de 1.673 milhões de euros
(906 milhões para o FdR e 766 milhões para ETF) para o Estado.

O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, considera que, “a conclusão desta operação é um sinal da confiança dos investidores internacionais na economia nacional e no nosso país”.

"A venda do Novobanco, a um dos maiores grupos bancários à escala europeia, permite-nos encerrar um capítulo conturbado da nossa história, demonstrando credibilidade e capacidade de recuperação. Apesar dos desafios deste processo, concluímos esta operação com sucesso, salvaguardando o mais importante: a estabilidade do sistema financeiro português", acrescenta a nota.

Segundo o comunicado, “o Governo português acredita que o compromisso do Grupo BPCE com Portugal sairá reforçado com esta operação, não só na consolidação e criação de emprego, mas em particular no apoio e financiamento aos cidadãos, empresas e à economia nacional, salvaguardando os níveis de concorrência no sistema bancário português”.
Novo Banco evitou a liquidação desordenada do BESJá o Banco de Portugal recorda que, “este momento encerra o processo iniciado, em agosto de 2014, com a aplicação da medida de resolução ao Banco Espírito Santo (BES) e a criação do Novo Banco como banco de transição”.

A criação do Novo Banco evitou a liquidação desordenada do BES, e a reestruturação subsequente permitiu restaurar a viabilidade da instituição e reforçar a sua solidez financeira. O Novo Banco pôde, assim, continuar a desempenhar o seu importante papel no financiamento da economia nacional, na captação e guarda de poupanças e na prestação de serviços de pagamento”, lê-se numa nota publicada pelo Banco de Portugal na internet.

Diversas decisões judiciais têm confirmado, ao longo dos anos, a legalidade, a proporcionalidade e a solidez das decisões tomadas pelo Banco de Portugal no contexto da resolução do BES e do processo de reestruturação do Novo Banco.

A conclusão da venda ao Grupo BPCE e a integração do Novo Banco num grupo bancário europeu de referência, bem como a evolução positiva do sistema bancário português na última década — hoje mais capitalizado, mais resiliente, mais valorizado e atrativo para investidores credíveis — confirmam que foram cumpridos os objetivos do Banco de Portugal na defesa do interesse público.

Tópicos
PUB